quarta-feira, 9 de abril de 2014

QUEM EU SERIA SE PUDESSE SER



Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele. 1 João 3:2


Quem Eu Seria se Pudesse Ser é o curioso título de um livro que vi na vitrine de exposição na Fundação Síndrome de Down, em Campinas, onde levamos nosso filho Mike para algumas de suas terapias. O livro, que adquiri posteriormente, trata da "viagem imperfeita" e das fronteiras, muitas delas insuperáveis, de pessoas limitadas por alguma disfunção intelectual.


Desde o nascimento de nosso filho com a Síndrome de Down, observo seu desenvolvimento, às vezes muito lento. Muitas vezes, testemunho seu enorme desejo de aprender. Observamos seu incansável trabalho em encher cadernos e mais cadernos, copiando exercícios que ele não entende, ou simplesmente escrevendo seus pequenos arabescos, em sua formidável tentativa de acompanhar as outras crianças. Pergunto-me, em algumas ocasiões: Quem seria ele, não fosse sua enorme limitação? Em casa, temos sido abençoados pelo Mike. Seu jeito de anjo, sua inocência, sua bondade, seus comentários ingênuos e sua forma de ver as coisas nos surpreendem de diversas maneiras. Temos com ele uma regra muito clara: para um ser limitado, amor ilimitado.


Por outro lado, todos nós tornamo-nos disfuncionais em relação ao plano original de Deus. Ao nascer, Mike foi diagnosticado como portador da "trissomia vinte um". Em linguagem simplificada, podemos dizer que isso afeta cada célula de seu corpo. Assim somos nós, completamente afetados em cada "célula" de nossa estrutura espiritual. Nosso desenvolvimento em viver a vontade de Deus é muitas vezes lento e reticente. Por vezes, quase desanimador. Mas Jesus é um grande otimista!


Lembre-se, Deus também tem uma regra imutável em relação às nossas debilidades: amor e paciência ilimitados. Se não desanimarmos e permitirmos que Deus atue, Ele aperfeiçoará a boa obra que iniciou em nós (ver Fp 1:6).


Sua graça finalmente triunfará suprema, e seremos afinal aquilo que Ele projetou. O texto de hoje sugere um contraste entre o que é conhecido e aquilo que vamos ser. Somos agora "filhos de Deus", mas o pleno significado disso ainda está no futuro. Ainda aguardamos a revelação daquilo que seremos em nosso estado final: "Transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem" (2Co 3:18).

terça-feira, 8 de abril de 2014

NOÉ, MUITO ALÉM DE UM FILME



Nada contra a iniciativa de produzir um filme com a história de Noé. Considero uma ideia interessante e que tem seus nobres objetivos. Mas, como quase tudo o que diz respeito à Bíblia hoje em dia, está gerando polêmica. Há os que consideram o conteúdo da película uma afronta ao texto bíblico original e outros que já aclamam o material por sua adaptação. Como eu não vi o filme ainda, quero pensar um pouco além dessas questões.

Filme comercial é e sempre será um filme. O que quero dizer com isso? Que para vender e conseguir audiência esse tipo de produto precisa apresentar elementos capazes de prender a atenção de quem vai, por exemplo, a um cinema e paga para assistir a uma sessão. É a lógica comercial há décadas em vigor e que funciona hoje plenamente. Digo isso para que ninguém se iluda ou espere que uma produção de aproximadamente 125 milhões de dólares, com nítido interesse em ser um sucesso na escola holywoodiana, tenha sido pensada para outra finalidade a não ser dar lucro. Diretor, produtores, distribuidores, todos unidos para que o filme venda.

Mas e o conteúdo? Bem, certamente levará em conta essa lógica comercial e não a opinião necessariamente de quem lê a Bíblia em casa há anos e já meditou nos capítulos de Gênesis que narram a trajetória do patriarca orientado por Deus para construir uma arca antes do dilúvio anunciado para destruir o mundo da época.

Minha reação diante de um filme como esse é a de senso de oportunidade. A produção não reflete exatamente o que talvez eu pense acerca da biografia de Noé? Pois bem, então diante disso uma dica que dou é a de ler o que o texto bíblico deixou registrado, debruçar-me sobre outros livros de comentaristas e tirar minhas próprias conclusões. Isso se chama pensar. O filme foi feito sobretudo para entretenimento, mas se eu quero profundidade de conhecimento tenho livros para me auxiliar. Preciso sair da crítica ao trabalho cinematográfico e criar eu mesmo minha concepção sobre o assunto.

Minha fé não precisa ser abalada sobre o que aprendi acerca de Noé. Sabe por quê? Porque não li apenas os quatro ou cinco capítulos referentes a sua vida para ter saciada minha curiosidade ou para ter argumento a fim de discutir nas redes sociais com amigos ou desconhecidos. Li para que eu mesmo fosse edificado espiritualmente.

Eu precisava entender que somente um homem muito bem relacionado com Deus poderia ouvir tão nitidamente Sua voz a ponto de aceitar fazer um barco gigante em um lugar onde nunca havia chovido torrencialmente.

Eu tinha de absorver por mim mesmo o conceito de que os habitantes da terra nos dias de Noé representavam os que desprezam os ensinos de Deus e não confiam no Seu amor a ponto de preferir morrer afogados a entrar em uma arca cheia de animais e até insalubre, mas vivos.
Eu precisava pessoalmente dessas palavras alentadoras e dessa narrativa fantástica.

Quem sabe compreendi melhor que os sonhos de um pai para seus filhos podem ser muitas vezes frustrados diante das escolhas que eles fazem apesar de todo o carinho e consideração demonstrados. Que o diga Cão!
Enfim, Noé fora do filme, sem a interpretação de Russel Crowe, sem maquiagem, sem cenário, sem figurantes, sem luzes especialmente feitas para causar sensações, sempre será para mim o Noé de fé, perseverança, humildade e lealdade ao Deus invisível e que se fez presente de maneira significativa na vida dele.

Se alguém não crê na história da Bíblia e vê tudo como mito e Noé apenas como ícone a ser explorado por outros ângulos, tudo bem. Respeito. Mas eu quero tirar vantagem de saber que as atitudes dele, o jeito como ele reagiu diante do pedido inusitado do Senhor e sua conduta me ensinam lições valiosas.

Muito se falará sobre o filme, suas especificadades técnicas, a performance dos atores e todos os comentários associados. Mas sugiro que você se aprofunde em Noé, um homem visionário segundo a vontade divina. Será, também, um incrível espetáculo pessoal.

REALIDADE EM FOCOFELIPE LEMOS
Jornalista, especialista em marketing, autor de crônicas e artigos diversos - gerente da Assessoria de Comunicação da sede sul-americana adventista. Twitter: @felipelemos29 Blog: www.felipelemos.com

O MELHOR REMÉDIO PARA O ESTRESSE



Quem não está estressado hoje em dia? E o pior é que essa doença do momento ainda pode aumentar o risco de outras enfermidades como diabetes, pressão alta e ataques cardíacos. Muitos pesquisadores têm estudado o estresse, suas consequências e, principalmente, como neutralizá-lo. As teorias são muitas e há várias maneiras de ajudar as pessoas que estão sofrendo desse mal.

Um método que tem sido reconhecido como eficaz é prestar ajuda a outros. Um estudo realizado há mais de dez anos comprovou que indivíduos que assistiam um vídeo sobre Madre Teresa e seu trabalho entre os leprosos de Calcutá, na Índia, tinham melhor ação de seu sistema imunitário quando comparados com outro grupo que assistia filmes da segunda guerra mundial. O provável mecanismo funciona da seguinte forma: aqueles que observam o serviço missionário de alguém sentem um benefício mental que provoca uma reação que afeta o eixo hipotálamo-pituitária-medula adrenal (HPA Axis) diminuindo a secreção de cortisol e outros hormônios do estresse, os quais bloqueiam a ação do sistema imunitário. Em simples detalhes, assistir a vídeos com pessoas realizando serviço a outros produz alto relaxamento mental, ativa o eixo HPA, bloqueia os hormônios do estresse e ativa a ação do sistema imunitário.

Outro estudo mais recente confirmou o fato de que o auxílio ao próximo é benéfico contra o estresse. O estudo comparou pessoas que prestavam algum tipo de ajuda significante a outras pessoas durante o período de uma semana. Ao serem avaliadas as escalas de estresse, aqueles que praticavam mais serviço tinham menor nível de estresse.
O que ocorre é que muitas vezes estamos muito concentrados em nossos problemas durante o dia e a noite. Nossa autopreocupação se torna uma prioridade e não podemos conceber que haja outras pessoas que possam ter mais problemas que nós. Ao prestarmos auxílio a outras pessoas e ao focarmos nossa mente em ajudar alguém em necessidade, duas coisas acontecem. Primeiro tiramos o foco de nós mesmos e por algum tempo concentramos a atenção em algo diferente. Esta distração é benéfica para o controle do estresse.
Em segundo lugar, e que talvez seja mais importante, é observar que não somos apenas nós que temos problemas; todos têm problemas e, com frequência, piores que os nossos. Esta nova forma de ver a vida produz relaxamento e um senso de universalidade, ou seja, não sou apenas eu que tenho problemas ou “bem-vindo ao planeta Terra”.
Você comprou a ideia? Muito bem, se quiser, faça uma experiência. Faça um plano de ajudar alguém pelo menos uma vez por dia. Isto requer atenção, você terá que se comunicar com as pessoas, vizinhos, amigos, parentes, colegas de escola ou de trabalho, e perguntar a eles se eles necessitam de alguma ajuda – isto se, naturalmente, você não detectar alguém em necessidade durante o dia.
Faça o teste durante uma semana, e me conte o resultado. Eu vou fazer o mesmo!

Quem não está estressado hoje em dia? E o pior é que essa doença do momento ainda pode aumentar o risco de outras enfermidades como diabetes, pressão alta e ataques cardíacos. Muitos pesquisadores têm estudado o estresse, suas consequências e, principalmente, como neutralizá-lo. As teorias são muitas e há várias maneiras de ajudar as pessoas que estão sofrendo desse mal.

Um método que tem sido reconhecido como eficaz é prestar ajuda a outros. Um estudo realizado há mais de dez anos comprovou que indivíduos que assistiam um vídeo sobre Madre Teresa e seu trabalho entre os leprosos de Calcutá, na Índia, tinham melhor ação de seu sistema imunitário quando comparados com outro grupo que assistia filmes da segunda guerra mundial. O provável mecanismo funciona da seguinte forma: aqueles que observam o serviço missionário de alguém sentem um benefício mental que provoca uma reação que afeta o eixo hipotálamo-pituitária-medula adrenal (HPA Axis) diminuindo a secreção de cortisol e outros hormônios do estresse, os quais bloqueiam a ação do sistema imunitário. Em simples detalhes, assistir a vídeos com pessoas realizando serviço a outros produz alto relaxamento mental, ativa o eixo HPA, bloqueia os hormônios do estresse e ativa a ação do sistema imunitário.

Outro estudo mais recente confirmou o fato de que o auxílio ao próximo é benéfico contra o estresse. O estudo comparou pessoas que prestavam algum tipo de ajuda significante a outras pessoas durante o período de uma semana. Ao serem avaliadas as escalas de estresse, aqueles que praticavam mais serviço tinham menor nível de estresse.

O que ocorre é que muitas vezes estamos muito concentrados em nossos problemas durante o dia e a noite. Nossa autopreocupação se torna uma prioridade e não podemos conceber que haja outras pessoas que possam ter mais problemas que nós. Ao prestarmos auxílio a outras pessoas e ao focarmos nossa mente em ajudar alguém em necessidade, duas coisas acontecem. Primeiro tiramos o foco de nós mesmos e por algum tempo concentramos a atenção em algo diferente. Esta distração é benéfica para o controle do estresse.

Em segundo lugar, e que talvez seja mais importante, é observar que não somos apenas nós que temos problemas; todos têm problemas e, com frequência, piores que os nossos. Esta nova forma de ver a vida produz relaxamento e um senso de universalidade, ou seja, não sou apenas eu que tenho problemas ou “bem-vindo ao planeta Terra”.

Você comprou a ideia? Muito bem, se quiser, faça uma experiência. Faça um plano de ajudar alguém pelo menos uma vez por dia. Isto requer atenção, você terá que se comunicar com as pessoas, vizinhos, amigos, parentes, colegas de escola ou de trabalho, e perguntar a eles se eles necessitam de alguma ajuda – isto se, naturalmente, você não detectar alguém em necessidade durante o dia.
Faça o teste durante uma semana, e me conte o resultado. Eu vou fazer o mesmo!

SAÚDE E ESPIRITUALIDADEHILDEMAR SANTOSMédico e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Loma Linda, nos Estados Unidos

TV GLOBO DIVULGA CIRURGIA REALIZADA EM HOSPITAL ADVENTISTA



Rio de Janeiro, RJ… [ASN] Nesta segunda, 7 de abril, durante o programa Bom dia Brasil, a TV Globo exibiu uma reportagem sobre cirurgia cardíaca seguida de transplante de fígado realizada no Hospital Adventista Silvestre.

A doadora foi a jovem Stephanie Vasconcelos, de 27 anos, que doou 65% de seu fígado para o pai Henrique Julião, que devido aos problemas que ele tem no coração, teve a participação de 14 médicos e durou 17 horas.

Segundo o cirurgião Eduardo Fernandes, “a cirurgia foi positiva, logo depois fizemos a cirurgia na doadora Stephanie, que também doou duas de suas principais veias do fígado. Em até um ano a jovem vai recuperar o fígado doado”, destaca o médico.

Acompanhe a reportagem:

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/pai-recebe-boa-parte-do-figado-da-filha-e-ainda-opera-o-coracao/3264331/

[Equipe ASN, Dina Karla Miranda]

CAMPANHA DE DOAÇÃO DE SANGUE LEVA MILHARES DE PESSOAS AS RUAS



Betim e Belo Horizonte, MG… [ASN] O desejo de fazer o bem e salvar vidas levou uma multidão de pessoas para as ruas no último sábado, dia 5 de abril. Inúmeras campanhas do projeto Vida por Vidas, idealizado pelos jovens da Igreja Adventista com a finalidade de conseguir doadores de sangue e medula óssea, aconteceram paralelamente em todo o Estado.

Em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, o ponto de encontro dos populares aconteceu na Praça do Viaduto do Jacintão e percorreu boa parte do centro da cidade. Ao todo, 10 mil folhetos explicativos da campanha foram entregues para a população, além de exemplares do livro “A grande esperança” e copos de água mineral.

“Estamos próximos a Páscoa e com esse gesto prático de amor a vida, queremos mostrar pras pessoas que a Igreja Adventista se preocupa com elas e que estamos à disposição da sociedade. Pra nós é sempre muito gratificante doar o nosso sangue e assim ajudar a salvar vidas”, explica o organizador da campanha em Betim, Alessandro Victor.

Já em Belo Horizonte os fiéis saíram da Praça Sete, no centro da cidade, em direção ao Hemominas. A adesão dos doadores foi tão grande que a unidade de saúde não conseguiu atender todos os voluntários. Por meio de parcerias com os hemocentros de Minas Gerais, anualmente os doadores conseguem manter um cadastro regular de doadores que são acionados pelas unidades de saúde em situação de emergência. [Equipe ASN, Luzia Paula].

VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO



Vós sois a luz do mundo. [...] Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. Mateus 5:14, 16


Percebemos o que Jesus está dizendo? "Para que vejam as vossas boas obras." Não boas opiniões, boas ideias religiosas, teorias, discursos nem palavras que impressionem.


Sandra, uma moça atraente que se tornou adventista, resolveu que não mais teria namorados de fora da igreja. Em decepção, desabafou mais tarde que os rapazes da igreja, pelo menos aqueles com quem ela se relacionara, não eram diferentes dos "pagãos" que conhecera. Eles podiam até pretender ser diferentes, podiam defender ideias cristãs, mas para ela era impossível ver qualquer diferença.
Eu sou a "luz do mundo", mas, se trapaceio em meus negócios, exploro os outros e tiro vantagens deles, se roubo, minto, dou informações falsas, não pago minhas dívidas, calunio e não controlo meu temperamento, então eu "desligo" a luz, crio um "apagão". O argumento de Jesus é simples, mas extraordinário: o valor da luz está no seu contraste com as trevas. Quando a luz deixa de iluminar, ela não apenas perde o seu valor, mas deixa de existir como luz. Jesus falou de ações concretas, não de propaganda religiosa. É precisamente isso que o mundo está esperando dos cristãos.


O Adventist Kettering Medical Center, em Ohio, foi edificado sobre o poder do testemunho cristão. O milionário Eugene Kettering buscou uma instituição com quem se associar para construir um estabelecimento médico de alta qualidade. Escolheu os adventistas. A Igreja Adventista enviou então George Nelson para trabalhar com o Sr. Kettering no projeto. Esses dois homens, embora de origens diferentes, tinham algo em comum: devoção à honra e à excelência. Depois de alguns encontros, o Sr. Kettering foi ao escritório do irmão Nelson e, casualmente, deixou sobre sua mesa o primeiro cheque. Quando Nelson viu o cheque, mais tarde, ele estava em seu nome, no valor de 1,2 milhão de dólares.


Muitos anos depois, um pouco antes de Eugene Kettering morrer, George Nelson o visitou. Perguntou-lhe por que, em tão pouco tempo de relacionamento, havia confiado a ele tal soma de dinheiro. "George", respondeu o Sr. Kettering, "eu confiava em você mais do que confiava em mim." Que poderoso testemunho! Lembre-se: sem caráter cristão, não há testemunho cristão.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

OS QUE NASCERAM DUAS VEZES



Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã. Salmo 30:5


William James, em seu clássico The Varieties of Religious Experience (As Variedades da Experiência Religiosa), aplica a metáfora dos dois nascimentos para pessoas religiosas. Os que nascem "uma vez" são pessoas que atravessam a vida sem nunca experimentar complicações em sua fé. Eles podem ter dificuldades financeiras, desapontamentos, mas nunca atravessam tempos que realmente parecem contradizer sua experiência religiosa. A compreensão que eles têm de Deus, quando chegam à velhice, não é diferente do que aprenderam sobre Ele na infância.


Para James, os "nascidos duas vezes" são pessoas que atravessam enormes crises, chegando mesmo a perder a fé para então recuperá-la. E a nova fé é muito diferente daquela que foi perdida. Em vez de experimentarem apenas dias de céu azul, algumas vezes o Sol parece lutar para sair da tempestade, embora sempre consiga reaparecer. Deus, conforme eles apresentam, parece mais real. Ele não é simplesmente o "paizão" que sempre mantém os filhos "seguros e secos". Ao contrário, Deus os capacita a prosseguir através da noite escura de um mundo perigoso. Esses são como um osso que quebra e depois de curado é mais forte no lugar em que se partiu. A fé manifestada por eles é mais forte do que antes, porque em algum momento aprenderam que podem depender de Deus e assim sobreviver às perdas e tragédias. Depois das desilusões, a fé é mais forte porque testemunhou que muito de sua antiga confiança eram apenas deuses falsos.


Imagino que os salmos foram escritos por pessoas que tiveram que lutar para descobrir onde Deus estava escondido na vida delas, e não por aqueles para quem Deus era muito óbvio. Presente, mas não óbvio. O salmo 30 é um exemplo disso. Atribuído a Davi, ele foi escrito por alguém recuperado de séria enfermidade, alguém liberto de um fosso de opressão, cercado de inimigos por todos os lados. Ele vai ao templo não como o adorador superficial, acostumado a repetir suas frases mecânicas. Ele, que se julgava inabalável (v. 6), descobriu que a caminhada com Deus não é um passeio no parque. Em tempos de grande tribulação, ele perdeu a fé simplória, substituindo-a por uma compreensão profunda de Deus, que aqui se revela em louvor e agradecimento. Ele aprendeu que o choro não dura para sempre. A alegria, cedo ou tarde, triunfa.